Aumento esperado nos casos de dengue, zika e chikungunya em razão do El Niño

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A intensificação do fenômeno El Niño, prevista para os próximos meses, provoca uma preocupação crescente nas autoridades de saúde do Paraná. A Secretaria da Saúde (Sesa) emitiu um alerta sobre o risco de aumento nos casos de dengue, zika e chikungunya, além de outras doenças que costumam surgir com as chuvas intensas. Em resposta, o Governo do Estado está ampliando as medidas preventivas e organizando uma operação integrada para atenuar os impactos sanitários decorrentes de eventos climáticos extremos.

O histórico epidemiológico do estado evidencia a correlação entre o fenômeno El Niño e a elevação nos casos de dengue. Dados da Sesa revelam que, nos anos em que o fenômeno esteve ativo, houve um aumento significativo nas mortes pela doença. Em 2016, foram registrados 62 óbitos, em 2019 o número totalizou 34, enquanto em 2020 esse total subiu para 194. O ano de 2024 foi o mais crítico, com 738 mortes, a maior cifra já registrada na série.

Além das arboviroses, a Secretaria da Saúde também destaca o aumento do risco de infecções relacionadas a enchentes, como leptospirose e hepatite A. A população deve estar atenta à possibilidade de encontrarem animais peçonhentos, especialmente serpentes, que tendem a aparecer com mais frequência durante os alagamentos. O atendimento médico imediato é recomendado ao surgirem sintomas que possam indicar essas doenças.

César Neves, secretário estadual da Saúde, ressaltou que, embora o combate às arboviroses seja uma prioridade constante, a expectativa de eventos climáticos severos exige a implementação de estratégias adicionais para mitigar os impactos na saúde pública.

O monitoramento das condições de saúde segue em todo o Paraná. Atualmente, aproximadamente 90% dos municípios utilizam ovitrampas para identificar a presença do mosquito Aedes aegypti de forma precoce. Ao todo, existem 32.614 armadilhas distribuídas em áreas urbanas, instaladas a cada 300 a 400 metros, o que permite um mapeamento eficaz das regiões com maior risco de infestação antes que os casos aumentem.

Outra iniciativa que está sendo ampliada é o projeto que utiliza mosquitos infectados com a bactéria Wolbachia, uma tecnologia recomendada pelo Ministério da Saúde. Essa abordagem visa impedir o desenvolvimento do vírus, contribuindo para a redução das arboviroses na população.

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