Em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, um casal que atuava como padrinhos de um bebê de quatro meses foi detido em flagrante, suspeito de homicídio qualificado. A criança foi encontrada morta, e a causa da morte foi determinada como asfixia físico-química, conforme o exame de necropsia realizado.
De acordo com informações da Polícia Civil do Paraná, os pais do bebê deixaram a criança sob os cuidados dos padrinhos durante uma saída noturna para uma balada. O casal, que deveria zelar pela segurança do bebê, também tinha a responsabilidade por outros dois filhos, de 5 e 3 anos. Ao retornarem para casa, os pais se depararam com a triste realidade da morte da criança.
O delegado Lucas Faria, da Polícia Civil, relatou que o padrinho, ao ver os pais, afirmou que o bebê estava dormindo e que passava bem. No entanto, registros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência indicaram que a morte ocorreu durante a madrugada, antes do retorno dos pais.
A investigação revelou que os padrinhos alegaram não ter verificado o estado do bebê durante a noite, afirmando que dormiram ininterruptamente. Com base nesses relatos, o delegado acredita que a conduta dos responsáveis pode sugerir dolo eventual, visto que assumiram o risco de um resultado fatal ao não supervisionar a criança.
"Diante de todas as informações, considerando que eram os garantidores legais, assumiram o papel de cuidadores desse bebê de quatro meses", destacou o delegado Lucas Faria.
A Polícia Civil apreendeu os celulares dos suspeitos para auxiliar na reconstrução dos eventos da noite. Enquanto isso, os pais da criança foram ouvidos e liberados após os depoimentos. A prisão em flagrante foi ratificada como homicídio qualificado por asfixia, e a polícia solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante para preventiva.














