A Rua XV de Novembro, localizada no Centro de Curitiba, voltou a se destacar com a florada das cerejeiras, que enfeitam o principal calçadão da cidade. Este espetáculo natural, que ocorre anualmente entre julho e agosto, tem atraído tanto moradores quanto turistas, que aproveitam a oportunidade para registrar fotografias e passear pela região.
As cerejeiras, plantadas na década de 1990, estão situadas entre as ruas Barão do Rio Branco e Marechal Deodoro. O contraste das flores cor-de-rosa com os casarões históricos e edifícios da área reforça a beleza do local, que se tornou um dos principais cartões-postais de Curitiba. Durante este período, a movimentação de visitantes também proporciona um aquecimento ao comércio local.
Entre os que visitam a cidade está a professora Paula Ruana, de Florianópolis (SC), que aproveitou uma viagem de três dias à capital paranaense para conhecer a Rua XV ao lado de sua família. Durante o passeio, a família fez questão de registrar imagens das cerejeiras em flor, aproveitando o cenário encantador.
Os moradores da cidade também têm se beneficiado com a paisagem. Altair Ferreira Garcia, motorista e residente Em Curitiba há 26 anos, comentou que foi a primeira vez que notou a florada das cerejeiras no calçadão, já que anteriormente ele só prestava atenção na floração dos liquidâmbares da Rua do Outono.
Conhecidas como sakuras no Japão, as cerejeiras simbolizam renovação e esperança. Em Curitiba, essas árvores chegaram em 1993, através de uma doação do imperador japonês, com o intuito de revitalizar a Praça do Japão. Atualmente, a cidade abriga cerca de 2 mil exemplares distribuídos em diversas regiões, incluindo a Praça do Japão, a Praça Tsunessaburo Makiguti, localizada no Jardim das Américas, o Jardim Botânico e a própria Rua XV de Novembro.
Inaugurada em 1972, a Rua XV de Novembro foi a primeira via exclusiva para pedestres do Brasil e continua a ser um dos principais destinos turísticos e comerciais de Curitiba. O calçadão faz parte do programa Curitiba de Volta ao Centro, que visa revitalizar a área central, com investimentos previstos de até R$ 163 milhões voltados para a recuperação de imóveis históricos, retrofit de edifícios, incentivo à moradia, fortalecimento do comércio e valorização das atividades culturais.














