Detento sofre 160 golpes de estilete e morre em presídio de Santa Catarina

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Investigação conclui que três detentos participaram do ataque brutal no Presídio Regional de Araranguá

Três detentos são indiciados pela morte brutal de Ramon de Oliveira Machado, que sofreu 160 golpes de estilete em Araranguá, SC.

Contexto e detalhes do ataque brutal no Presídio Regional de Araranguá

O caso em que o detento Ramon de Oliveira Machado foi vítima de 160 golpes de estilete aconteceu no dia 20 de fevereiro de 2026, no Presídio Regional de Araranguá, em Santa Catarina. Segundo o inquérito policial concluído em 10 de março, três detentos foram responsabilizados pelo crime que chocou a comunidade carcerária e as autoridades locais. A investigação revelou que o ataque foi cuidadosamente planejado e executado com estiletes improvisados. A keyphrase “detento sofre 160 golpes de estilete” é central para compreender a gravidade do episódio.

Ramon estava em um momento de lazer, jogando baralho na entrada do alojamento, quando foi surpreendido pelos agressores. Identificados pelos apelidos Ceifador, Fantasma (Jean) e Romário, os suspeitos combinaram o ataque minutos antes em uma conversa nos fundos do local. O primeiro golpe atingiu o rosto da vítima, seguido pela nuca, iniciando uma sequência de agressões que deixaram Ramon gravemente ferido e sem possibilidade de defesa.

Perfil dos suspeitos e indiciamentos por crimes graves

A Polícia Civil identificou claramente os três detentos envolvidos, que foram indiciados por homicídio duplamente qualificado, com agravantes de motivo fútil e por impossibilitar a defesa da vítima. Além disso, responderão por fraude processual devido à destruição de provas. Romário, um dos suspeitos, confessou a autoria do crime logo após os fatos, mas se manteve em silêncio durante o depoimento formal. A investigação concluiu que ele não atuou sozinho, reforçando o caráter coletivo e premeditado do ataque.

Estratégias para ocultar provas e dificultar a investigação

Após o assassinato, os suspeitos tentaram apagar vestígios do crime. Romário arrastou o corpo até o banheiro do alojamento e o lavou com água sanitária, ação que visava eliminar possíveis impressões digitais e evidências forenses. Além disso, descartou as roupas da vítima e os estiletes utilizados no vaso sanitário, o que impossibilitou a recuperação dos objetos pelo serviço de perícia. Essa tentativa de manipulação da cena do crime demonstra a intenção de encobrir os fatos e dificultar o trabalho das autoridades.

Impactos e reflexões sobre segurança nos presídios catarinenses

Este episódio evidencia falhas graves na segurança e monitoramento dentro do sistema prisional catarinense. O fato de um ataque tão violento ocorrer na presença de dezenas de outros detentos evidencia a necessidade urgente de medidas preventivas e de controle mais eficazes. Além disso, destaca-se a importância do aperfeiçoamento das investigações para garantir a responsabilização dos envolvidos, mesmo diante de tentativas de obstrução da justiça.

Procedimentos judiciais e próximos passos no processo

Com a conclusão do inquérito pela Polícia Civil, o material foi encaminhado ao Poder Judiciário e passará pela análise do Ministério Público de Santa Catarina. A promotoria decidirá sobre o oferecimento de denúncia contra os três suspeitos, que enfrentam acusações severas. Esse processo será fundamental para assegurar que a justiça seja feita e para reforçar a mensagem de que crimes violentos dentro dos presídios não ficarão impunes.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Divulgação/PCSC

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