Na noite de domingo, 19 de julho, um crime brutal abalou o bairro Prado Velho, em Curitiba, quando Rafael Mendes da Rocha, de 39 anos, foi executado dentro de seu carro. O assassinato ocorreu logo após ele ter deixado uma festa onde acompanhava a final da Copa do Mundo, disputada nos Estados Unidos. O ataque resultou em cerca de dez disparos, que atingiram fatalmente Rafael, enquanto sua namorada sofreu ferimentos leves devido a estilhaços de vidro.
De acordo com as investigações da Polícia Civil do Paraná, o casal seguia para casa quando o veículo foi interceptado na Rua Guabirotuba. Indivíduos em outro automóvel abriram fogo contra eles, resultando na morte de Rafael antes da chegada do socorro. A companheira, embora não tenha sido alvejada, ficou em estado de choque após o ataque.
As autoridades estão explorando a possibilidade de que a vítima tenha sido monitorada antes do ataque. O delegado Ivo Viana mencionou que a equipe de investigação busca reconstruir o trajeto do casal, a fim de verificar se houve alteração de rota ou se os suspeitos começaram a segui-los logo após deixarem o evento esportivo.
Até o momento, informações coletadas durante os depoimentos da namorada e de familiares não revelaram qualquer indício de ameaças ou desavenças que pudessem estar relacionadas ao crime. Outro aspecto intrigante do caso é o desaparecimento dos celulares de Rafael e de sua companheira após o homicídio, o que leva a polícia a investigar se os aparelhos foram furtados por pessoas que estavam nas proximidades após o crime.
Rafael Mendes tinha um histórico de trabalho autônomo na comercialização de veículos e possuía registros anteriores por tráfico de drogas e porte ilegal de arma. Embora esses antecedentes sejam antigos, a Polícia Civil não descarta essa linha de investigação como uma possível motivação para o crime.
Os investigadores também estão analisando imagens de câmeras de segurança nas redondezas para identificar o veículo utilizado pelos criminosos e esclarecer a dinâmica da execução. Até o momento, não há suspeitos identificados, e as autoridades incentivam que informações relevantes sejam repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil do Paraná, 181, do Disque-Denúncia, ou pelo número 0800-643-1121.














