A investigação, conduzida pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA), reuniu relatos de cinco supostas vítimas, com os casos ocorrendo na região do Alto da Glória, nas proximidades de uma escola. De acordo com o delegado Rodrigo Rederde, responsável pelo caso, a apuração ganhou novos desdobramentos quando mais adolescentes procuraram a polícia para relatar abordagens feitas pelo guarda.
Inicialmente, dois jovens foram os primeiros a denunciar o suspeito. Posteriormente, um terceiro adolescente se apresentou, relatando ter sido importunado sexualmente. Essa sequência de depoimentos levou à deflagração de uma operação que incluiu buscas em três endereços, sendo que o guarda foi encontrado em um quarto local.
Entre os relatos, destaca-se o de um adolescente de 13 anos, que afirmou ter sido ameaçado com uma faca durante uma situação de assédio sexual. Este episódio teria ocorrido cerca de uma semana antes de uma confusão que envolveu o guarda, dois adolescentes e o padrasto de um deles.
Outro relato veio de um jovem de 15 anos, que contou ter sido abordado enquanto se dirigia à escola. O guarda, utilizando um patinete, teria perguntado se o adolescente estudava na região e questionado sua idade, seguido de uma proposta de natureza sexual envolvendo R$ 200, além de uma ameaça com uma faca. O jovem afirmou ter conseguido fugir da situação.
A Investigação da Polícia Civil segue em andamento, com a expectativa de que mais possíveis vítimas possam se apresentar, ampliando o alcance da apuração e as medidas que podem ser tomadas contra o guarda municipal. A Prefeitura de Curitiba, por sua vez, deve acompanhar de perto o desenrolar do caso e suas implicações na segurança da comunidade escolar.














