Homens são condenados a 37 anos de prisão por assassinato de mãe e filha em Ponta Grossa

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O Tribunal do Júri de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, condenou dois homens pelo assassinato de uma mãe e sua filha, ocorrido em janeiro de 2025. Os réus foram sentenciados a 37 anos e 6 meses de prisão, em regime inicial fechado, pela execução das vítimas dentro de sua residência no bairro Boa Vista.

As vítimas, Delamar do Rocio Correia dos Santos, de 45 anos, e Kauane Damaris Santos Antunes, de 25, foram mortas na madrugada do dia 21 de janeiro de 2025. De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), os acusados invadiram a casa onde as duas se encontravam e dispararam diversas vezes contra elas, atingindo-as na região da cabeça. Ambas não resistiram aos ferimentos e faleceram antes da chegada do socorro.

As investigações realizadas pela Polícia Civil apontam que o duplo homicídio foi motivado por uma disputa relacionada ao tráfico de drogas. Contudo, os detalhes exatos que levaram à execução e a dinâmica do crime ainda não foram totalmente esclarecidos. A principal hipótese sugere que o ataque estaria ligado à luta pelo controle de pontos de venda de entorpecentes na região.

Durante o julgamento, o Ministério Público argumentou que os réus agiram de forma premeditada e utilizaram um método que impossibilitou qualquer reação das vítimas, já que a invasão ocorreu enquanto estavam dormindo. O Conselho de Sentença acolheu a acusação, reconhecendo a qualificadora que dificultou a defesa das vítimas e resultando em condenação por homicídio qualificado.

Os réus já se encontravam presos preventivamente e continuarão no sistema penitenciário para cumprir a pena imposta. Embora ainda caiba recurso da decisão, eles não terão a possibilidade de recorrer em liberdade.

O caso gerou grande repercussão em Ponta Grossa devido à violência da ação, o que levou as forças de segurança a intensificarem as investigações sobre a atuação de grupos criminosos envolvidos com o tráfico de drogas na área. A Polícia Civil ressaltou que a condenação conclui a fase judicial em primeira instância, mas as apurações sobre a possível participação de outros indivíduos e a estrutura dos grupos criminosos continuam.

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