Instituto Médico-Legal de Belo Horizonte libera corpo de Luiz Phillipi, conhecido como Sicário, após morte em hospital
IML de Belo Horizonte libera corpo de Sicário, espião de Vorcaro, após morte em hospital e investigação de grupo criminoso.
Liberação do corpo de Sicário e seu impacto na investigação da operação Compliance Zero
A liberação do corpo de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, pelo Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette em Belo Horizonte ocorreu na tarde de 7 de março de 2026, após exames que confirmaram sua morte cerebral no dia anterior. Essa liberação ocorre em meio à investigação da operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master, envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e sua milícia pessoal, da qual Sicário era um dos principais integrantes.
Quem foi Luiz Phillipi, o “Sicário” de Vorcaro
Conhecido pelo apelido “Sicário”, Luiz Phillipi era apontado como o espião e braço operacional da milícia pessoal de Daniel Vorcaro. Ele desempenhava papel central na coordenação do grupo denominado “A Turma”, que tinha como atividade principal a coleta de informações, monitoramento e intimidação de pessoas consideradas adversárias do esquema, incluindo autoridades, ex-funcionários e jornalistas. Sua trajetória criminosa inclui várias passagens pela polícia por furto qualificado, ameaças, crimes de trânsito, estelionato e associação criminosa.
Circunstâncias da morte e tentativa de suicídio na Polícia Federal
De acordo com a Polícia Federal, Luiz Phillipi tentou cometer suicídio na Superintendência Regional da PF após ser preso na terceira fase da operação Compliance Zero. Internado em um hospital de Belo Horizonte por dois dias, a suspeita de morte cerebral foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, com o óbito declarado às 18h55 do dia 6 de março. A família recebeu o corpo após a liberação do IML para prosseguimento do velório e sepultamento, embora ainda não haja informações definidas sobre a cerimônia.
Operação Compliance Zero e desdobramentos na apuração criminal
A operação Compliance Zero investiga um esquema de fraude no Banco Master, que envolve a atuação de uma força-tarefa policial contra o empresário Daniel Vorcaro e seu grupo, incluindo o “Sicário”. A revelação de um grupo organizado para monitorar e intimidar adversários e a relação direta com a milícia pessoal de Vorcaro indicam a complexidade do caso e a gravidade dos crimes investigados. A morte de Luiz Phillipi pode impactar tanto a dinâmica do inquérito quanto a segurança dos envolvidos.
Implicações para o sistema de segurança e judicial
A morte de um preso sob custódia da Polícia Federal, especialmente em circunstâncias relacionadas a uma suposta tentativa de suicídio, levanta questões sobre os protocolos de segurança e acompanhamento psicológico dentro das instituições. O caso do “Sicário” evidencia a necessidade de monitoramento rigoroso e medidas preventivas para evitar desdobramentos que possam comprometer a investigação ou a integridade dos detentos. Além disso, a exposição do esquema de milícia pessoal reforça desafios no combate à criminalidade organizada dentro do sistema financeiro.
A liberação do corpo de Sicário pelo IML de Belo Horizonte representa um marco importante na continuidade do processo investigativo e judicial da operação Compliance Zero, que busca esclarecer as fraudes e os métodos ilícitos associados ao Banco Master e seus operadores.
Fonte: www.metropoles.com














