Animal nascido em Curitiba integra plano nacional para preservar espécies ameaçadas da Mata Atlântica
Mico-leão-de-cara-dourada nascido em Curitiba é transferido para o Rio visando conservar a espécie ameaçada.
A importância da transferência do mico-leão-de-cara-dourada para conservação nacional
A transferência do mico-leão-de-cara-dourada, nascido no Zoo de Curitiba, para o Bioparque do Rio de Janeiro ocorreu na manhã de 5 de março. Essa ação é parte do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas da Mata Atlântica e das Preguiças-de-coleira, coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Segundo Edson Evaristo, diretor de Pesquisa e Conservação da Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, a principal finalidade da transferência é formar um casal reprodutor, o que aumenta a diversidade genética e as chances de perpetuação da espécie ameaçada de extinção.
Papel estratégico do Zoo de Curitiba em programas nacionais de conservação
O Zoo de Curitiba atua como uma unidade de conservação essencial, participando atualmente de 19 programas oficiais para proteger espécies ameaçadas no Brasil. Além do mico-leão-de-cara-dourada, o zoo mantém cuidados e reprodução monitorada de diferentes mamíferos e aves em risco, como o muriqui-do-sul, onça-pintada e ararajuba. A experiência do zoo em receber e transferir animais, como onças e micos-leões-pretos, reforça sua função na preservação da fauna nativa, mitigando os impactos da perda de habitat e tráfico de animais.
Critérios técnicos e logísticos na transferência do animal
A decisão de transferir Bento, o mico-leão-de-cara-dourada, considerou fatores genéticos e a necessidade de diversificar a reprodução da espécie em cativeiro. O transporte foi realizado pelo programa Avião Solidário da Latam, em parceria com a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (Azab), garantindo segurança e bem-estar do animal durante o deslocamento. Essa cooperação entre instituições reforça a importância do trabalho conjunto para a conservação da biodiversidade.
Estrutura e cuidados do Zoo de Curitiba para espécies ameaçadas
Com uma área de aproximadamente 589 mil metros quadrados e cerca de 165 recintos, o Zoo de Curitiba abriga mais de 1,8 mil animais. Mais de 70% dos indivíduos foram resgatados de situações de intervenção humana, como apreensões e maus-tratos, não podendo ser reintroduzidos na natureza. O zoológico oferece abrigo e cuidados especializados, funcionando também como centro de apoio à fauna silvestre, especialmente no Alto Boqueirão.
Impactos da conservação colaborativa para a biodiversidade brasileira
A integração do Zoo de Curitiba em redes nacionais e parcerias públicas e privadas fortalece a conservação das espécies nativas da Mata Atlântica. A transferência do mico-leão-de-cara-dourada para o Rio de Janeiro exemplifica como esforços coordenados contribuem para enfrentar os desafios da extinção e assegurar a continuidade genética das populações em cativeiro, com perspectivas positivas para futuros reintroduções na natureza.
Fonte: www.curitiba.pr.gov.br














