Morte de homem em surto psicótico gera polêmica sobre ação policial em Curitiba

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Na madrugada de 4 de setembro, Adriano Melo dos Santos, de 43 anos, foi morto a tiros no bairro Pilarzinho, em Curitiba, após ameaçar policiais com um machado. A Polícia Militar do Paraná (PM-PR) informou que a equipe foi chamada para atender a uma denúncia de que ele estaria ameaçando pessoas em uma rua da região.

A versão da PM é contestada pela família de Adriano, que alega que o homem foi executado. O filho da vítima afirmou que mais de 15 disparos foram feitos durante a abordagem policial, e que o pai não representava uma ameaça real.

De acordo com a PM, os policiais tentaram conter Adriano utilizando uma arma de menor potencial ofensivo, mas ele continuou avançando em direção à equipe. Em resposta, os agentes utilizaram armas de fogo, resultando na morte do homem no local do incidente.

Uma gravação feita por uma moradora, que estava a certa distância do local, capturou parte da ocorrência. O áudio inicia com um tiro, seguido por gritos de pessoas que estavam nas proximidades. É possível ouvir mais de 15 disparos, com uma mulher expressando sua consternação: “Encheram de tiro, senhor. Misericórdia”. Esse registro será considerado na investigação da dinâmica da situação.

Familiares de Adriano compareceram ao local e questionaram a ação dos policiais. O irmão do falecido relatou que a própria família havia acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pois ele estava em surto psicótico, e que foi orientada a buscar apoio da polícia ou da Guarda Municipal.

O irmão ainda afirmou que houve tentativas de acalmar Adriano durante a abordagem e que os policiais teriam alertado que atirariam caso ele avançasse. O filho da vítima descreveu a ação como uma execução, enfatizando: “Eles executaram o meu pai. Meu pai não era vagabundo”.

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