Uma mulher de 75 anos, suspeita de ter assassinado o marido, Antônio Telles da Rosa, retornou à prisão após a expedição de um novo mandado de prisão pela Justiça no final de agosto. A ordem foi emitida após a tornozeleira eletrônica que a mulher utilizava parar de funcionar. O crime teria ocorrido em abril deste ano, na cidade de Contenda, localizada na Região Metropolitana de Curitiba.
A defesa da suspeita alegou que o equipamento apresentou defeito e que a tornozeleira estava causando lesões em sua perna. O advogado Ricardo Carvalho informou que a mulher enfrentava dificuldades para manter a bateria carregada e tentou contato com o Departamento de Polícia Penal do Paraná, mas não obteve resposta. "Ela é uma senhora humilde, que não tem muita familiaridade com tecnologia. Durante algum tempo, carregava e o equipamento descarregava. Ela não soube o que fazer", explicou o advogado.
Diante da situação, a mulher decidiu se apresentar às autoridades. "Quando não teve outra alternativa, foi, se entregou, se apresentou à autoridade policial", afirmou Carvalho. O marido dela foi encontrado morto com marcas de facadas no peito em 26 de abril. Dois dias depois, a esposa compareceu à delegacia de São José dos Pinhais com lesões pelo corpo e confessou o crime, alegando legítima defesa após anos de agressões.
Durante uma entrevista, a suspeita relatou que o desentendimento aconteceu na cozinha. "Ele estava me batendo. Ele derrubou a faca debaixo da caminhonete e entrou correndo para dentro para pegar outra coisa. Quando veio para cima de mim com um pedaço de cacete, eu já tinha pegado a faca. Foi tudo muito rápido", descreveu a mulher.
Atualmente, a defesa busca reverter a prisão pela segunda vez, argumentando que a cliente não representa risco à ordem pública. "Ela não vai tentar fugir. Pelo contrário, pela segunda vez ela se apresentou perante a autoridade policial para estar à disposição da Justiça", concluiu o advogado Ricardo Carvalho.














