Mulher é presa por planejar assassinato de servidora por R$ 3 mil no Paraná

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Na última sexta-feira, dia 10 de julho, uma mulher de 41 anos foi presa preventivamente em Abatiá, região do Norte do Paraná, sob a suspeita de ter arquitetado o assassinato de uma servidora pública. O plano foi revelado por um dos filhos adolescentes da suspeita, que encontrou mensagens comprometedoras no celular da mãe. O jovem gravou parte das conversas em vídeo e buscou ajuda na rede de assistência local.

De acordo com informações da Polícia Civil, a mulher teria planejado o crime durante várias semanas e oferecido a quantia de R$ 3 mil a um homem para que ele executasse a servidora. A vítima, que sofreu monitoramento por parte dos suspeitos, não foi assassinada devido à intervenção das autoridades, que atuaram rapidamente após a denúncia.

O delegado Luis Guilherme Almeida informou que, após descobrir as mensagens, o adolescente foi ameaçado de morte e recebeu ordens para não comentar o que havia encontrado no celular da mãe. Antes que as conversas fossem apagadas, ele conseguiu gravar parte da tela e entregou o material às autoridades, que integraram as informações à investigação.

As apurações indicam que a motivação para o crime seria uma suposta vingança da mulher, que se sentia prejudicada por uma decisão judicial que resultou na perda da guarda de seus três filhos, que foram acolhidos institucionalmente. A suspeita, conforme os investigadores, monitorava a rotina da servidora na tentativa de facilitar a execução do plano.

Durante a investigação, um homem confirmou ter sido abordado pela mulher para executar o homicídio mediante pagamento. Ele forneceu detalhes que ajudaram a polícia a avançar nas diligências. A perícia em aparelhos celulares também revelou imagens da servidora e de outros agentes públicos, sugerindo que mais pessoas poderiam estar sob vigilância.

Com base nas evidências reunidas, a Justiça decretou a prisão preventiva da mulher, considerando a gravidade do caso, o risco à integridade da vítima e a ameaça que ela representava, inclusive contra seu próprio filho por ter denunciado a situação. Após a prisão, a mulher foi encaminhada ao sistema penitenciário e permanece à disposição da Justiça.

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