No dia 2 de agosto de 2026, uma onça-parda foi encontrada morta em uma propriedade localizada às margens da BR-376, em Marialva, na Região Metropolitana de Maringá. A suspeita da Polícia Ambiental é de que o animal tenha sido atropelado na rodovia, conseguindo se arrastar até um pomar, onde veio a falecer.
O felino, um macho adulto, apresentava sinais de hemorragia intensa, que corroboram a hipótese de atropelamento. A causa exata da morte será confirmada após a realização de exames técnicos pelos órgãos responsáveis.
A Defesa Civil de Marialva foi acionada para o atendimento da ocorrência e fez o recolhimento do corpo do animal. Posteriormente, o cadáver foi encaminhado à Polícia Militar Ambiental (Força Verde), que ficará encarregada dos procedimentos legais e da análise pericial.
Esse incidente destaca a preocupação crescente com os atropelamentos de animais silvestres nas rodovias do Norte do Paraná. A BR-376 atravessa áreas próximas a remanescentes da Mata Atlântica e fragmentos florestais que servem como corredores ecológicos para diversas espécies, incluindo a onça-parda, o que aumenta o risco de colisões com veículos.
A onça-parda (Puma concolor) é considerada o segundo maior felino do Brasil, perdendo apenas para a onça-pintada. Este animal desempenha um papel crucial no equilíbrio ambiental, atuando como predador de topo na cadeia alimentar. Apesar de não estar classificada como ameaçada de extinção em nível nacional, a espécie enfrenta sérios problemas como a perda de habitat, fragmentação florestal, caça ilegal e atropelamentos, fatores que contribuem para sua mortalidade em áreas cortadas por rodovias.
Além do impacto sobre a fauna, a presença de animais silvestres de grande porte nas estradas representa um risco significativo para motoristas. Especialistas alertam que os condutores devem redobrar a atenção, especialmente à noite e nas primeiras horas da manhã, que são períodos de maior atividade da fauna. Caso um motorista aviste uma onça-parda, recomenda-se que ele tome precauções para evitar acidentes, contribuindo assim para a segurança viária e a preservação da fauna local.














