Na tarde do dia 11 de agosto, o padre Binu Joseph Chollackal foi detido em Paranaguá, no Litoral do Paraná, sob a acusação de violência sexual. O advogado Giordano Reinert, responsável pela defesa do religioso, confirmou a prisão, mas não forneceu detalhes sobre as circunstâncias em que ocorreu nem sobre o processo que motivou a ação.
Binu Chollackal já havia sido condenado em março deste ano pela 2ª Vara Criminal de Paranaguá a uma pena de dois anos e 11 meses de prisão, em regime semiaberto, pela prática de violação sexual mediante fraude. O caso se refere a um incidente ocorrido em 2022, envolvendo uma jovem de 20 anos durante um atendimento espiritual na Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, localizada na Ilha dos Valadares.
A detenção do padre coincidia com a informação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) sobre uma nova denúncia contra um religioso, também por violação sexual mediante fraude. Essa segunda denúncia inclui acusações de abuso de autoridade religiosa e violência psicológica contra uma mulher. Os fatos descritos na nova investigação teriam acontecido entre 2017 e 2024.
Segundo o MP-PR, o religioso teria utilizado sua posição de liderança e a confiança estabelecida com a vítima para cometer atos de natureza sexual. Além disso, após os supostos abusos, a mulher teria enfrentado ameaças, manipulação e outras formas de violência psicológica.
Até o momento, não há confirmação se a nova denúncia está diretamente relacionada à prisão de Binu Joseph Chollackal. As autoridades ainda precisam esclarecer as circunstâncias da detenção e a situação processual do padre, que agora enfrenta novas complicações legais além da condenação anterior.














