Preço do diesel sobe até 80 centavos em distribuidoras por guerra no Oriente Médio

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Conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel pressiona alta dos combustíveis em vários estados brasileiros

Conflito no Oriente Médio eleva preço do diesel em distribuidoras brasileiras, com aumento de até R$ 0,80 por litro em alguns estados.

Reajuste do preço do diesel em distribuidoras brasileiras devido à guerra no Oriente Médio

O preço do diesel tem apresentado alta significativa em distribuidoras de combustíveis no Brasil, em decorrência do conflito bélico envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, iniciado em 28 de fevereiro de 2026. A elevação chegou a R$ 0,80 por litro em alguns estados, conforme relatos coletados em uma investigação jornalística com entidades representativas de postos.

Esse reajuste impacta diretamente a cadeia de abastecimento e provoca reflexos no preço final ao consumidor. A Bahia registrou o maior aumento, seguida pelo Rio Grande do Norte, Goiás, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal. Santa Catarina, até o momento da apuração, não havia registrado alteração nos preços por parte das distribuidoras.

A política de preços da Petrobras e o repasse da volatilidade

A Petrobras adota uma política de preços que observa a paridade internacional, buscando evitar repasses abruptos da volatilidade para a sociedade. A estatal produz, refina e vende combustíveis para as distribuidoras, mas não realiza a distribuição diretamente ao consumidor final.

Apesar dos reajustes informados pelas distribuidoras, a Petrobras não comunicou alterações recentes nos preços praticados, mantendo o último reajuste em 26 de janeiro de 2026, quando houve redução do preço médio da gasolina para as distribuidoras.

A presidente da companhia, Magda Chambriard, tem pregado cautela na condução da política de preços para evitar impactos sociais desnecessários, ressaltando a necessidade de monitoramento dos preços internacionais voláteis.

Impacto do conflito no mercado internacional de petróleo e preços internos

O conflito no Oriente Médio tem provocado alta expressiva no preço do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent chegou a valer US$ 80 no início de março e alcançou US$ 93 em contratos futuros recentemente. Essa instabilidade decorre da interrupção parcial do tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% a 25% do comércio global do petróleo.

Embora o Brasil não importe petróleo que transite por essa região, os preços internacionais influenciam a formação dos valores dos combustíveis no país. A alta do dólar também contribui para a pressão sobre os custos.

Segundo o economista Robson Gonçalves, da Fundação Getúlio Vargas, a Petrobras deverá executar um repasse gradual, se houver, após observar o comportamento dos preços nos próximos dias, dada a elevada volatilidade.

Reações e desafios no setor de combustíveis brasileiro

Diversas entidades e sindicatos estaduais já confirmaram os reajustes nas distribuidoras, mas a Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom) optou por não se manifestar, afirmando que a formação de preços é uma decisão independente da instituição.

A imposição de cotas às distribuidoras pela Petrobras foi mencionada em relatos, mas a companhia esclareceu que não realiza distribuição diretamente, apenas vende para as distribuidoras.

O cenário atual traz desafios para os consumidores e para a economia, que pode experimentar aumento da inflação e pressão sobre os custos de transporte e produção.

Perspectivas para os preços dos combustíveis após a escalada do conflito

A volatilidade dos preços do petróleo e o impacto do conflito no Oriente Médio impõem um cenário de incertezas para o mercado de combustíveis no Brasil.

A política da Petrobras busca equilibrar os interesses de mercado e a proteção ao consumidor, mas a tendência é que variações internacionais acabem influenciando os preços internos, mesmo que de forma retardada e controlada.

Especialistas recomendam acompanhamento atento das variáveis internacionais e monitoramento das decisões da estatal para avaliar o impacto econômico e social dessas alterações.

A conjuntura atual exige cautela para evitar impactos abruptos, mas também reforça a necessidade de estratégias para lidar com a volatilidade global e proteger o mercado interno.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Divulgação

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