Evento mantém calendário e foca na consistência das maisons após mudanças em direções criativas
Semana de moda de Paris mantém programação apesar da guerra no Oriente Médio e destaca amadurecimento das maisons de luxo.
O contexto atual da semana de moda de Paris em meio a tensões globais
A Semana de moda de Paris iniciou seus desfiles de outono/inverno em 2 de março, em um momento delicado marcado pela guerra no Oriente Médio. Apesar do cenário geopolítico instável, o evento manteve seu calendário intacto, demonstrando a resiliência da indústria da moda. Pascal Morand, presidente-executivo da Federação de Alta-Costura e Moda, confirmou que cerca de 70 desfiles estão programados até 10 de março, reforçando a importância da continuidade cultural mesmo em tempos de crise.
Consolidação criativa nas grandes maisons após mudanças nas direções
A semana destaca a consolidação criativa após uma temporada de estreias impactantes em casas renomadas como Dior, Chanel e Balmain. Essas marcas passaram por recentes trocas em suas direções criativas, com nomes como Jonathan Anderson na Dior e Matthieu Blazy na Chanel. O foco atual não está no choque imediato, mas na consistência das narrativas propostas por esses novos diretores, que buscam aprofundar suas visões artísticas e fortalecer a identidade de suas maisons.
A transição na Loewe e o protagonismo da dupla americana
Um dos principais pontos de atenção é a Loewe, que passou por uma transição importante com a saída de Jonathan Anderson e a chegada da dupla Jack McCollough e Lazaro Hernandez, fundadores da Proenza Schouler. Eles assumem o protagonismo da marca, trazendo uma estética vibrante inspirada em referências culturais, como o universo cromático do cineasta Pedro Almodóvar. A coleção apresentada nesta edição indicará os próximos passos desta nova fase da maison.
Os desafios de Balmain e o compromisso com o luxo sustentável
Balmain também enfrenta o desafio de renovação com Antonin Tron substituindo Olivier Rousteing, numa trajetória que inclui passagens por Givenchy, Louis Vuitton e Balenciaga. Além disso, a estilista Gabriela Hearst reforça sua presença em Paris ao destacar o compromisso com práticas de luxo sustentável, sinalizando uma preocupação crescente do setor com a responsabilidade ambiental e social.
A mudança de paradigma: identidade em vez de impacto imediato
Esta edição da Semana de Moda de Paris difere das anteriores ao privilegiar a construção de identidade e a maturidade artística ao invés do choque e da surpresa. Este momento de maior reflexão e aprofundamento indica uma indústria mais madura, que busca se posicionar com clareza e consistência, alinhada às demandas contemporâneas e ao contexto global atual.
A abertura dos desfiles pelo Instituto Francês da Moda e as metáforas visuais
A abertura oficial ficou a cargo dos alunos do Instituto Francês da Moda, que apresentaram silhuetas acolchoadas e volumes inflados, remetendo a airbags XXL. Essa escolha estética funcionou como uma metáfora visual de proteção e resguardo diante dos tempos incertos, ecoando o clima de cautela que permeia a indústria da moda e o mundo em geral neste período.
Fonte: veja.abril.com.br
Fonte: Desfile da Dior: consolidação de Jonathan Anderson














