O Vocal Baobá, grupo de Curitiba, retorna ao Teatro Paiol no dia 11 de setembro de 2026, às 20h, para apresentar o espetáculo intitulado Raízes. A performance busca traduzir as complexidades do Brasil, abordando suas dores e cores, tragédias e conquistas, tristezas e alegrias. A curadoria das músicas selecionadas abrange um vasto panorama da Música Popular Brasileira, entrelaçando memórias coletivas e experiências cotidianas.
O repertório do espetáculo conta com arranjos exclusivos para o Vocal Baobá, incluindo composições de renomados artistas da MPB, como Joyce Moreno, Paulo César Pinheiro, Emicida, Lenine, Dominguinhos, Gilberto Gil, Criolo, e Chico Buarque. Uma canção inédita, composta por Lucas Franco e Murilo Silvestrini, também fará parte da apresentação, enriquecendo ainda mais a variedade musical oferecida.
A proposta do espetáculo é convidar o público a refletir sobre as raízes que sustentam as diversas formas de ser e viver no Brasil. Os arranjos elaborados especialmente para o grupo proporcionam novas interpretações das canções, destacando a harmonia e a fusão de timbres que caracterizam a tradição dos grupos vocais brasileiros.
Criado em 2022, o Vocal Baobá é composto por mulheres apaixonadas pela música, dedicadas à interpretação de obras que retratam a realidade do Brasil, mesclando lirismo e força. Atualmente, o grupo conta com as cantoras Guta Arato, Manuela Kochinski, Rose Cipriano (sopranos), Bel Limongi e Olga Almeida (mezzo sopranos), além de Maria Celeste e Tere Marfurte (contraltos).
A regência e direção musical são responsabilidade de Lucas Franco, que também acompanha o grupo ao piano. A percussão, com sonoridade delicada, é executada por Luís Rolim, um músico com extensa trajetória na cena musical paranaense.
As canções que compõem o repertório incluem clássicos como "Antonio" e "Ilha Brasil", lançados por Joyce Moreno em 1996, além de "Venas Abiertas", inspirada na obra de Eduardo Galeano, que aborda a luta pela liberdade na América Latina. O espetáculo é encerrado com "Nada Será Como Antes", de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, uma composição que reflete os sentimentos de incerteza durante a ditadura militar no Brasil.














