França se destaca como líder na geração de energia nuclear global

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Atualmente, aproximadamente 10% da eletricidade produzida no mundo provém da energia nuclear, evidenciando a importância dos países que utilizam essa fonte em grande escala. A França, em particular, se destaca, pois cerca de 70% da eletricidade consumida no país é gerada por usinas nucleares. Essa realidade é resultado de uma política energética que foi cuidadosamente elaborada ao longo de décadas, priorizando a segurança energética, a redução da dependência de combustíveis importados e o planejamento a longo prazo.

A França opera um total de 57 reatores nucleares, distribuídos em 18 complexos de geração. Um dos mais recentes, o reator Flamanville 3, iniciou suas operações comerciais no final de 2024 e possui uma capacidade de aproximadamente 1.650 megawatts. Essa quantidade de energia é suficiente para abastecer uma grande metrópole, demonstrando o potencial significativo da tecnologia nuclear.

A trajetória da energia nuclear na França começou a se fortalecer em 1974, após a primeira grande crise do petróleo, que revelou a vulnerabilidade energética de muitos países ocidentais. Com reservas limitadas de petróleo e carvão, a França tornou-se excessivamente dependente de importações. Em resposta, o governo francês decidiu investir de forma substancial na construção de reatores nucleares.

O crescimento do programa nuclear francês foi notável. No início da década de 1980, o país contava com 15 reatores em operação, número que saltou para 55 em menos de dez anos, estabelecendo um dos programas de expansão mais rápidos do mundo. Mesmo o acidente de Chernobyl, ocorrido em 1986 na antiga União Soviética, não alterou significativamente a política energética da França. Vários governos ao longo dos anos mantiveram o compromisso com a energia nuclear, investindo em inovações tecnológicas e novos projetos.

Em 2022, o presidente Emmanuel Macron autorizou a construção de seis novos reatores do modelo EPR2, reforçando a estratégia do país em continuar sua trajetória de liderança na geração de energia nuclear. Essa decisão demonstra a continuidade do investimento na fonte energética que tem sido vital para a matriz elétrica da França, consolidando a posição do país como um dos principais geradores de energia nuclear do mundo.

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